terça-feira, 28 de julho de 2009

Bons sinais...

O Brasil tem, mais uma vez, apresentado bons indicadores econômicos. Em documento divulgado pelo governo, o crédito cresceu aproximadamente 20% no último ano. Os principais atores que contribuíram para este aumento foram o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e as pessoas físicas. Com este aumento, o crédito passa a ter uma maior participação no PIB brasileiro, isto é, em tudo aquilo que foi produzido no ano dentro do país.

Isto, aliado ao fato de termos acumulado um superávit (um saldo positivo) na balança comercial (exportações menos importações), representa uma grande melhora no cenário econômico brasileiro, mostrando que o país está no rumo certo para vencer a crise.

terça-feira, 14 de julho de 2009

MPF investiga Fundação Sarney


O senador José Sarney, presidente do Senado, está sobre a mira do Ministério Público Federal, mais uma vez. Agora é acusado de ter desviado dinheiro através da Fundação Sarney.

O responsável pelas investigações é o procurador da República Tiago Souza Carneiro. O foco das atenções é a relação da Petrobrás com a Fundação, uma vez que há indícios de desvio de dinheiro público. A investigação teve início com a denúncia de que a Fundação recebeu uma verba (R$ 500 mil) da Petrobrás para realizar um determinado projeto e não o fez, repassando a quantia a outras empresas, algumas delas fantasmas. Tiago já solicitou ao Ministério da Cultura informações sobre a Fundação e suas transações.

Sarney alega que não tem “responsabilidades administrativas” na Fundação, o que foi provado não ser verdade. Assim, o senador mentiu em plenário e deve-se, portanto, avaliar se houve ou não quebra de decoro.

O atual presidente do Senado tem atravessado um momento político delicado e, se comprovado o desvio, corre o risco de perder o cargo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Afinal, o que é o tal Risco Brasil?

Achei no Portal G1 uma explicação muito boa sobre o Risco Brasil. Confira abaixo:

O risco-país é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano.

Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o indicador para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros.

A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país.

Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

Enquete

Essa semana encerrou a última enquete do blog “Quem é o melhor presidenciável em 2009?”.

O vencedor foi o governador de São Paulo, José Serra, com 50% dos votos (24). Em segundo ficou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, com 29% dos votos (14), seguido pelo atual Presidente da República, Lula, com 14% (7 votos). Por último ficou a candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, com 3 votos (6%).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Governo mantém redução do IPI

O governo anunciou nesta segunda-feira, 29 de junho, a prorrogação da redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os setores automotivos, de construção civil e da linha branca de eletrodomésticos.

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que a continuidade do IPI reduzido nos setores de automóveis e motos tem como contrapartida um acordo com as empresas para que não demitam funcionários enquanto durarem as medidas.

Tal medida tem como objetivo incentivar a economia, amenizando os efeitos da crise no Brasil. Tem, porém, alguns efeitos negativos, como, por exemplo, uma redução no superávit primário, que é o dinheiro utilizado pelo governo para pagar os juros da dívida pública. Assim, fica mais difícil para o governo controlar a dívida, podendo originar temores nos investidores, acarretando em uma fuga de dólares do país, afetando, consequentemente, o câmbio.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Os famosos "Atos Secretos" do Senado

Surgiu, recentemente, mais um escândalo entre os políticos brasileiros. Desta vez foi no Senado, com os “Atos Secretos”. Os atos secretos do Senado eram atos administrativos utilizados para a nomeação de parentes, amigos, a criação de cargos e até aumentar o salário dos Senadores.

Um dos grandes beneficiados por estes atos foi o Presidente do Senado, José Sarney. Em sua defesa, o senador afirmou que “A crise não é minha. É do Senado”. Segundo o senador Pedro Simon, do mesmo partido de Sarney, os atos secretos começaram a 15 anos, no primeiro mandato de Sarney como Presidente do Senado e com a nomeação do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, envolvido em outros escândalos de corrupção.

Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, o Senador Pedro Simon subiu à Tribuna e pediu que Sarney deixasse a presidência: “Eu digo aqui com profundo sentimento de mágoa, não gostaria de dizer o que vou dizer: Sarney tem que se afastar da presidência. Já falei isso, não da tribuna, mas falei. Ele deve se afastar. Para o bem dele, da família dele e do Senado. Não que a saída dele signifique auto-culpa, punição, pelo contrário. Representa ato de grandeza”.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Afinal, o que é uma PPP?

O governo Reagan, nos EUA, e Thatcher, no Reino Unido, iniciaram uma profunda mudança no âmbito econômico, com a tendência de desregulamentação setorial, que refletiu-se nas relações entre o setor público e o privado.

Pode-se dizer que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) surgiram na Inglaterra. Seu embrião foi lançado em 1992 e aprofundado no governo Blair, em 1997. O cerne da questão era a busca por novas alternativas de investimentos. Porém, adotou-se uma estrutura diferente, utilizando-se de uma lógica de compra de serviços, buscando ganhos de eficiência.

Muitos governos, incluindo o britânico, chegaram à conclusão que há atividades que são melhor desempenhadas pelo setor privado e outras em que o setor público é mais recomendado. Assim, é somente a união do melhor dos dois setores que poderá proporcionar ao cidadão um serviço moderno e de alta qualidade.

Deste modo, a PPP “é uma nova forma de relacionamento entre o governo e o setor privado. A iniciativa privada entra com a capacidade de investir e se financiar, a flexibilidade e a competência gerencial, enquanto o setor público assegura a satisfação do interesse público”. Uma grande vantagem das PPPs é que estas estabelecem uma divisão de responsabilidades, permitindo que os riscos do projeto sejam divididos entre os parceiros, em função de suas capacidades.

Em suma, uma PPP busca prover infra-estrutura e serviços à sociedade, através de um projeto elaborado, financiado, construído e operado pelo parceiro privado. Para o desenvolvimento do projeto, muitas vezes os investidores constituem uma SPE, que é uma sociedade de propósito específico, limitando a responsabilidade dos acionistas aos recursos aportados ao projeto.

É importante mencionar que as PPPs diferenciam-se tanto das privatizações quanto das concessões. Em relação à primeira, pode-se dizer que vai na direção oposta, isto é, ao invés de o Estado fornecer a infra-estrutura ao setor privado, ao término do contrato, esta é transferida do investidor privado ao Estado.

As PPPs são, geralmente, constituídas para projetos cujo retorno econômico não é necessariamente viável. Sendo assim, a PPP se diferencia da concessão, pois a tarifa cobrada não é suficiente para garantir o retorno financeiro esperado, sendo necessário uma complementação financeira, por parte do Estado, a qual chamamos de “concessão patrocinada”. No caso de serviços em que o parceiro privado é impossibilitado de cobrar alguma tarifa, a Administração Pública deve realizar um pagamento integral ao parceiro, caracterizando o que chamamos de “concessão administrada”.

O Brasil sancionou, em 30 de dezembro de 2004, a Lei Federal nº 11.079, que trata das Parcerais Público-Privadas. O estado de Minas Gerais pode ser considerado o estado mais avançado no desenvolvimento de PPPs, tendo sancionado sua primeira lei regulando o tema no ano de 2003, antes mesmo da Lei Federal.

Uma inovação das PPPs, no Brasil, é a existência de garantias de prestação pecuniária, por parte do governo. É o FGP (Fundo Garantidor das PPPs) que oferece essa segurança ao investidor. Ele existe, pois os investidores privados têm medo de não receberem, em casos em que a oposição assume o poder ou, ainda, em que o Estado, por motivos fiscais, fica impossibilitado de pagar a prestação.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Por que a crise não acaba?

No dia 25 de maio comentei, na Rádio Azul Celeste, os motivos pelos quais a crise ainda não acabou, em resposta ao pedido de um ouvinte e seguidor do blog. Confiram!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Do atual cenário econômico e fiscal da economia brasileira o que podemos propor como planejamento sócio-econômico no setor público?

O Brasil vem atravessando enormes mudanças nos últimos anos. O final da década de 80 e toda a década de 90 mostrou-se um período de transição de um regime totalitário (Ditadura Militar) para a retomada da Democracia.

É de extrema importância mencionar que, durante os anos 70 o Brasil experimentou o chamando “milagre econômico”, quando o PIB cresceu, em média, 11% ao ano. Porém, tal crescimento teve conseqüências, como o aumento da dívida pública e o surgimento de uma enorme inflação que assombrou todo o país no final da década de 80 e início dos anos 90.

As mudanças começaram, realmente, no governo Collor, com a abertura da economia brasileira aos mercados internacionais e, posteriormente, com a implementação do Plano Real, no governo Itamar. Tal plano trouxe diversos benefícios à economia, principalmente o controle inflacionário.

O Brasil passou, então, a adotar um sistema neoliberal, com diversas mudanças econômicas e sociais: iniciou-se a era das privatizações, houve uma melhora das desigualdades econômicas, o câmbio era fixo e a inflação estava controlada. Tudo isto regado às maiores taxas de juros do planeta. A política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso se mostrou acertada, na questão da estabilização da economia. Seu único erro foi manter as taxas de câmbio fixas até 1999.

No ano de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva ganha as eleições e inicia uma nova era no Brasil. O governo Lula decidiu dar continuidade à política econômica adotada pelo governo anterior, sem esquecer o lado social. Para isso, foram efetuados vários planos assistencialistas, tal como o Fome Zero e o Bolsa Família, que melhoraram o quadro social no Brasil, fazendo com que milhões de brasileiros, especialmente do Nordeste, saíssem da faixa de pobreza.

Hoje a inflação está controlada, a taxa de juros (SELIC) está em tendência de queda, atingindo, na semana passada, níveis históricos de 9,25% ao ano. Isso demonstra que o Brasil tem, atualmente, assim como os países desenvolvidos, retomado uma política intervencionista. Tal mudança se deu, principalmente, em razão da crise econômica mundial.

No entanto, apesar de vários indicadores apontarem uma melhora no quadro econômico e social do Brasil, apontando-o como um expoente no quadro internacional, há diversas questões internas a serem solucionadas. Para isto, torna-se necessário efetuar diversas reformas, tais como a política, a previdenciária e a tributária.

O Brasil chegou, portanto, num ponto em que os governantes devem refletir sobre que caminhos devem ser seguidos, para fazer com que o Brasil cresça sustentavelmente, atingindo o nível de país desenvolvido.

Sabe-se que, nos últimos vinte anos, o gasto público tem crescido vertiginosamente, passando de 14% do PIB em 1991 para 22% em 2007. Um aumento nos gastos públicos deve ser acompanhado de um aumento das receitas do governo, o que só pode ser feito com um aumento da carga tributária. De fato isso aconteceu. No mesmo período, a carga tributária passou de 24% do PIB para 35%. Hoje está próxima de 39%.

O que pode explicar, então, tamanho gasto público, com serviços de tão baixa qualidade? Países como o Canadá e Suíça, que possuem altíssima carga tributária, assim como o Brasil, possuem serviços públicos de primeira linha. O que explica esta diferença? É o que chamo de Custo - Brasil. Nosso país possui uma arrecadação extremamente alta, mas esse dinheiro é mal gasto por diversos motivos: 1) A burocracia presente entrava as políticas públicas, gerando desperdícios; 2) Há a preponderância de interesses políticos; 3) O país precisa, urgentemente, de reformas estruturais.

Deste modo, o certo seria investir em setores precários para alavancar o desenvolvimento nacional. Vejamos a infra-estrutura presente no Brasil, por exemplo: as estradas são precárias e há poucas ferrovias. Isto faz com que o custo de transporte seja muito alto, tornando os produtos brasileiros menos competitivos. O que falar, então, dos portos e aeroportos?

Outro ponto de extrema importância, se não o mais importante, é a questão da educação. Já foi comprovado que o nível educacional do brasileiro figura entre os piores do mundo. O Brasil possui uma alta taxa de jovens matriculados no ensino fundamental, mas qual a qualidade dos professores? Qual é a segurança oferecida nas dependências da escola? Os alunos tem realmente aprendido o que lhes é ensinado? Qual a porcentagem de alunos que continuam os estudos (ensino médio e superior)? Ao responder tais perguntas descobrimos a precariedade do ensino brasileiro. Sabe-se também que investir no ensino é uma política de longo prazo que possui dois grandes efeitos: o social e o econômico. Social, pois ao estudar o indivíduo irá ter melhores salários e condições de emprego; econômico, pois um maior nível de estudo eleva a renda nacional, conseqüentemente o consumo, e ainda gera ganhos de produtividade.

Por onde começar então? O Brasil enfrenta outros problemas estruturais e que se sanados gerarão menor desperdício de recursos: é necessário realizar uma reforma política, previdenciária e tributária. Tais reformas podem contribuir para uma redução dos gastos públicos, para garantir maior agilidade ao sistema e resultar num cenário mais favorável ao crescimento econômico e social.

Passando para a questão monetária, acredito que o governo tenha adotado o rumo certo, tomando as devidas providências para minimizar os efeitos da crise, lançando pacotes habitacionais, reduzindo tributos em determinados setores, além de ter reduzido a taxa de juros a níveis nunca visto antes no Brasil, fazendo com que este deixasse de possuir a maior taxa de juros real do planeta. Tais medidas têm feito com que o Brasil supere as dificuldades advindas da crise, tais como restrição de crédito, baixo investimento e insegurança.

Concluo, portanto, que o Brasil está no caminho certo, mas deve realizar, o quanto antes, as reformas necessárias e se preocupar mais com as questões sociais, como a educação, saúde e segurança pública. Só assim o Brasil poderá alcançar o crescimento sustentável, atingindo, finalmente, os patamares de país de primeiro mundo.

Taxa SELIC e poupança!

Olá!!! Já fazia um tempinho que eu não postava minhas entrevistas na rádio. Elas voltaram!!!

No dia 12 de junho conversamos sobre a queda da taxa SELIC, que é a taxa básica de nossa economia, para níveis históricos, a 9,25% ao ano. Falamos, também, sobre a poupança!!! Confira!!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Novo ranking!

Segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial, o Brasil é agora a sexta economia do mundo, ao lado de França, Itália, Reino Unido e Rússia.

O cálculo realizado levou em conta a paridade de poder de compra, sendo uma inovação ao método tradicional, baseado no câmbio.

Confira o novo ranking:

1. Estados Unidos
2. China
3. Japão
4. Alemanha
5. Índia
6. Brasil, Reino Unido, França, Rússia e Itália
7. Espanha e México

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Agenda do dia

Hoje é esperada mais uma redução na taxa SELIC, a taxa básica de juros de nossa economia. As estimativas são de que o Banco Central faça um corte entre 0,5 e 0,75%. Vamos aguardar!!

Ontem saiu um relatório que confirmou que o Brasil está em recessão, a primeira desde 2003. A redução do PIB, isto é, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no período avaliado, foi de 0,8% no primeiro trimestre de 2009, se comparado aos 3 meses anteriores. Dois PIBs trimestrais negativos indicam uma recessão técnica, o que foi confirmado no Brasil, fato este já esperado pelos economistas.

PONTO POSITIVO: a queda foi muito menor que o esperado, o que pode indicar uma recuperação da economia, pegando de surpresa até os economistas mais otimistas. Ponto para o Brasil!!!!!

Agenda do dia

Hoje é esperada mais uma redução na taxa SELIC, a taxa básica de juros de nossa economia. As estimativas são de que o Banco Central faça um corte entre 0,5 e 0,75%. Vamos aguardar!!

Ontem saiu um relatório que confirmou que o Brasil está em recessão, a primeira desde 2003. A redução do PIB, isto é, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no período avaliado, foi de 0,8% no primeiro trimestre de 2009, se comparado aos 3 meses anteriores. Dois PIBs trimestrais negativos indicam uma recessão técnica, o que foi confirmado no Brasil, fato este já esperado pelos economistas.

PONTO POSITIVO: a queda foi muito menor que o esperado, o que pode indicar uma recuperação da economia, pegando de surpresa até os economistas mais otimistas. Ponto para o Brasil!!!!!

domingo, 7 de junho de 2009

A Rússia e o risco da estagnação!


A Rússia faz parte dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), os quatro grandes mercados emergentes, que tem ganhado cada vez mais importância no mundo. Contudo, com os impactos de uma grande recessão e com uma diminuição de aproximadamente 10% no PIB (tudo aquilo que é produzido no país) do primeiro trimestre, talvez faça mais sentido falar em BICs.

O grande problema que a Rússia enfrenta é a sua forte dependência em relação ao petróleo. Nem o ex-presidente Vladimir Putin, nem o atual, Medvedev, tomaram medidas acertadas para diversificar a economia russa, criando uma infra-estrutura que atraia grandes empresas.

Hoje, a situação se encontra um pouco melhor, com o preço do barril na casa dos $ 70 dólares. Alem disto, a Rússia ainda possui um colchão de $ 380 bi de reservas, o que pode ser suficiente para que ela atravesse essa crise.

No entanto, a questão que fica é que sem uma reforma legal, política e econômica, a Rússia corre o risco de estagnar, além de ficar sujeita às variações do preço do petróleo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A MP da Amazônia

A Medida Provisória 458, aprovada esta quarta pelo Senado, tem como objetivo melhorar a situação da distribuição de terras na Amazônia, dando maior autonomia ao estado, para doar ou vender terras, sem licitação. As propriedades podem ter até 15 km², o que corresponde a 1.500 hectares (aproximadamente o equivalente a 10 parques do Ibirapuera).

Houve, no entanto, um grande embate entre ruralistas e ambientalistas. Os primeiros afirmam que a MP deve regularizar a questão fundiária na região, ao passo que os segundos rebatem, enfatizando que a medida beneficiará os grileiros, que são pessoas que, através da falsificação de documentos, obtêm terras ilegalmente.

Um ponto positivo desta MP é o controle desenfreado do desmatamento, ao estabelecer que as áreas desmatadas devem ser reflorestadas.

Acredita-se que esta medida favorecerá aproximadamente 1,2 milhões de pessoas, regularizando 400 mil propriedades. No momento, a MP aguarda sanção do Presidente Lula.

A tabela abaixo explica melhor como funciona a Medida Provisória 458:

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ouro negro!


Nesta segunda feira, dia 01 de junho, o barril do petróleo bateu na casa dos $ 68 dólares, o maior preço em sete meses. Os preços ainda estão muito menores do que o pico atingido no ano passado ($ 147), mas já estão superiores a média dos anos 90. Alguns economistas acreditam que o barril de petróleo está, mais uma vez, convergindo para os três dígitos, puxado pelo consumo dos países emergentes e pelas dificuldades crescentes de fornecimento mundial.

O aumento do preço do petróleo tem um efeito direto no custo de transporte e energia: estes começam a crescer, afetando, principalmente, a indústria automotiva e a inflação. No caso de países mais pobres e que importam petróleo, o efeito é ainda pior, pois afeta as finanças públicas, havendo a necessidade de se cortar investimentos. Já para os exportadores, o aumento dos preços tende a ser benéfico.

domingo, 31 de maio de 2009

O Brasil e o grau de investimento

No ano passado muito se discutiu a questão de o Brasil ter atingido o tão chamado “grau de investimento”. Este grau de investimento é um rating, isto é, uma nota que mede o risco de se investir no país.

No entanto, pode-se falar que este grau ainda não foi totalmente atingido. Isto, porque ele é dado por três grandes e renomadas agencias internacionais (Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s), sendo que o Brasil só conseguiu esta avaliação por parte das duas primeiras.

A obtenção deste “grau de investimento” indica que o país é menos arriscado para se investir, fazendo com que muitos investidores estrangeiros migrem seus investimentos para aquele país. Tal movimento ocorre devido à existência de um cupom: os títulos brasileiros, por exemplo, apresenta rendimentos mais altos que títulos norte-americanos. O problema é que não há muitos compradores devido ao risco inerente a este investimento. Com o rating positivo, muitos investidores, especialmente fundos de investimentos, podem migrar seus investimentos para o Brasil, gerando um grande fluxo de dólares em nossa economia e, conseqüentemente, derrubando o câmbio (dólar fica mais barato).

Dada a solidez da economia brasileira e a forma como ela reagiu à crise mundial, tudo indica que conseguiremos alcançar a terceira e última avaliação de grau de investimento ainda este ano (2009), o que demonstra o avanço da política econômica brasileira nos últimos anos.

Abaixo segue uma entrevista com Mauro Leos, o responsável da Moody’s pela avaliação do Brasil.

Como é o processo de avaliação para a concessão do grau de investimento a um país? Quais são os passos?
O trabalho para se chegar a uma recomendação é analisar como o país e o governo estão se saindo. Olhamos para diferentes indicadores e tentamos ver como o Brasil está em relação a todos países que têm o grau de investimento naquele nível ou abaixo daquele nível. O processo é ver como as coisas mudaram no último ano, quais são os perspectiva para as variáveis, como PIB, balanço de pagamentos e a taxa de endividamento, e sobre isso fazer uma avaliação obre o quão provável é que o país vá se desenvolver nos próximos anos.

Há uma equipe que avalia isso ou é o sr. que centraliza as informações e dá a palavra final?
A análise principal sou eu que faço. Tentamos fazer uma visita anual ao Brasil em algum momento do terceiro trimestre, entre julho e setembro, e para fazer uma visita e com base nela escrever um relatório. E esse relatório, junto com outros dados, será discutido em um comitê. Com base nele, o comitê vota se alguma coisa precisa ser ajustada ou mudada no rating do Brasil. Fazemos isso pelo menos uma vez por ano. Coletamos muitas informações indo ao Banco Central, falamos com diferentes analistas. Vamos a São Paulo, ao Rio de Janeiro, a Brasília.

Há alguma previsão sobre a concessão do grau de investimento ao Brasil?
Lançamos nosso relatório trimestral para a América Latina recentemente. Um dos assuntos que mencionamos nesse relatório é que, comparada a todas as regiões, a América Latina está se saindo bem. Países europeus, por exemplo, estão tendo dificuldades; alguns países da Ásia também. Nesse contexto, e comparado a todas as outras regiões, eles estão tendo um desempenho melhor. Levando isso em consideração, nós não descartamos a possibilidade de que poderemos ter ações positivas de rating para alguns países da região. E também eu mencionei que países que são candidatos potenciais para ações positivas de rating são Brasil e Peru. Veja bem: eu não disse que estamos a ponto de melhorar o 'rating' do Brasil, mas disse que o Brasil é um candidato potencial para ações positivas de rating num futuro próximo.

Futuro próximo quer dizer este ano? Este semestre?
Nós temos que ir ao Brasil para nossa visita anual sobre qual eu lhe falei, fazer nosso relatório a ser discutido pelo comitê. Então, sim, vamos fazer o relatório depois dessa visita, e uma discussão sobre isso com certeza acontecerá antes do fim do ano. O resultado dessa reunião ninguém sabe qual será. Mas se o Brasil vier a receber o 'investment grade' neste ano, será depois dessa reunião.

O sr. disse que o Brasil é um potencial candidato porque tem reagido melhor à crise do que os países europeus, por exemplo. O sr. acha que a crise favoreceu uma melhora na análise da Moody’s sobre a economia brasileira?
Por causa da crise, pudemos ver alguns fatores. Primeiro: qual foi o impacto do choque negativo na economia, nas contas fiscais e no balanço de pagamentos. Segundo: pudemos ver o quão efetiva foi a resposta das autoridades e do governo a esses choques. Ver isso acontecer verdadeiramente forneceu para nós informações sobre o quão fortes, capazes e comprometidas as autoridades estão, porque antes disso nós tínhamos que trabalhar com cenários: 'e se tal coisa acontecesse, qual seria o impacto?' Tínhamos que fazer nossas próprias estimativas e especulações. Agora nós vimos, primeiro, o quão ruim foi; segundo, qual foi o impacto; e, terceiro, qual foi a política em resposta. E assim temos um senso melhor de qual é a previsão e o que pode ser a previsão para o resto do ano. Então, foi útil, porque a crise foi equivalente a um “teste de estresse” para a região.

Diante dessa realidade observada na crise, o sr. diria que é muito diferente a avaliação que a Moody’s tinha sobre a economia brasileira no ano passado da que tem agora em 2009?
É diferente nessa perspectiva: no ano passado, quando todas as outras agências começaram a melhorar a avaliação do Brasil, nós não nos sentimos confortáveis para fazer isso naquela época porque, embora o Brasil estivesse muito bem, mas tínhamos a sensação de que a economia mundial iria entrar em um período difícil. Agora, neste ano, como disse, nós vimos e não é pura especulação, mas temos evidências, informações que nos mostraram todos os impactos e respostas em uma condição muito difícil.

Quais são os pontos fortes e fracos da economia brasileira?
O lado mais óbvio e positivo é que a força das reservas internacionais brasileiras deu mais flexibilidade ao país e ao Banco Central para administrar os choques financeiros. Mesmo que o país e algumas empresas tenham experimentado acesso reduzido ao financiamento, o Banco Central tinha reservas suficientes para prover esses dólares que não estavam vindo pelos mercados, porque os mercados estão com menos disposição para emprestar para todo mundo, inclusive para as corporações brasileiras. Essa é uma das principais forças e que mostram a condução firme da política do Banco Central. Sobre as relativas fraquezas, destacaria que a taxa de endividamento do governo continua a ser alta e, por causa, disso o governo tem uma capacidade limitada para conduzir o que chamamos de políticas contra-cíclicas, de aumentar gastos para compensar redução da atividade econômica porque, se fizer isso, vai impactar a taxa de endividamento.

Durante a crise, muito tem sido dito sobre a credibilidade das agências de rating, que ela teria sido afetada depois do problema do subprime nos EUA. O sr. concorda com isso? E acha que isso é diferente quando se trata de 'rating' soberano (que avalia países e não empresas)?
Sobre isso, o mercado tem direito à sua própria opinião, mas o que eu posso dizer é que, no que se refere ao 'rating' soberano na América Latina, que é o que eu faço, nossa credibilidade é mais forte e tem sido provada certa. Houve diferenças de opiniões entre as agências de 'rating' para dimensionar o caso do Brasil. Enquanto as outras decidiram mudar ano passado, nós esperamos. Então, eu acho que o que esperamos para a América Latina agora é consistente com o que dissemos antes. E o interessante é que, mesmo em tempos difíceis, estamos dispostos a melhorar 'ratings', por essas evidências de que os governos e países estão se saindo melhor.

O sr. acha que depois da crise, haverá mudança no status do grau de investimento? Continuará sendo tão importante quanto antes para os países?
Eu acho que o que vimos agora pelas evidências é de que, talvez, em alguns casos, países europeus não sejam tão fortes quanto achávamos que fossem e, talvez, em alguns casos, países latino-americanos não sejam mais fracos como se pensava. Isso é baseado normalmente no desempenho fiscal, e no do governo, e como eles estão se saindo em relação a outros países. Talvez essa seja uma das uma das mais importantes lições dessa crise e possa levar a um estreitamento da diferença entres 'ratings' de regiões. O que temos visto é que, na média, alguns países da América Latina podem ter 'ratings' melhores e todos os europeus 'ratings' menores. Então, o 'gap' entre os dois será talvez mais estreito nos próximos anos. E isso vai refletir na posição da América Latina entre os países globais

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bate papo sobre economia: Crise e Habitação!!

No dia 06 de abril de 2009 conversei com o apresentador Keller Stocco, na TV TodoDia, sobre o aprofundamento da crise financeira e o pacote habitacional. Este é um tema muito interessante, atual e de extrema importância para nosso país.

Para quem se interessar, farei nova participação no programa do Keller no dia 10 de junho, as 18:30h. Não perca!!!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pizza e política!

Nada como uma noite de descontração entre os amigos de faculdade para jogar a conversa fora e deliciar uma saborosa pizza. A confraternização fica ainda melhor se o anfitrião for o professor Senador Eduardo M. Suplicy.

O clima da pizzada foi de muito bom humor, com discussões sobre política e com direito a uma canja do Senador no piano.

Aprender assim é bem mais interessante!

Aniversário!

No último sábado (23/05/09) foi comemorado o aniversário do vice-prefeito da cidade de Artur Nogueira, Dr. Rodolfo Simões Coelho, numa festa animada que reuniu sua família, os amigos e as lideranças políticas de toda a região.

Na foto está presente o Prefeito Marcelo Capelini (direita) e o aniversariante, Dr. Rodolfo Simões Coelho (esquerda).