Uma notícia surpreendeu o mundo hoje e teve forte impacto no mercado financeiro. Foi o pedido de moratória de Dubai (Emirados Árabes Unidos), proveniente da dificuldade de a empresa de investimento estatal Dubai World honrar suas dívidas.
A dívida do país, em 2008, era da ordem de US$ 80 bi (oitenta bilhões de dólares), sendo que aproximadamente US$ 70 bi era dívida de empresas estatais. Estima-se que só a Dubai World devia mais de US$ 59 bi.
"A Dubai World tem a intenção de pedir aos que estão entre os seis credores e aos credores da Najeel (empresa do ramo imobiliário, controlada pela Dubai World) que esperem ao menos até 30 de maio de 2010 para o pagamento de dívidas vencidas", afirmou em um comunicado o Fundo de Apoio Financeiro de Dubai, que vigia os efeitos da crise na economia do emirado.
Em conseqüência do pedido de moratória, o pânico se alastrou no mercado financeiro, ocasionando na queda generalizada das Bolsas. No Brasil, o Ibovespa fechou com queda de 2,25% e o dólar teve valorização, cotado a R$ 1,75, apesar de uma melhora dos dados internos (redução do desemprego, por exemplo).
As agências de classificação de risco, as mesmas que consideraram o Brasil como “grau de investimento”, baixaram as notas de importantes companhias do governo de Dubai, evidência de que o risco de investimentos na região aumentou. O problema é que esta redução foi feita após o pedido de moratória, o que significa dizer que havia certa tranqüilidade em investir nos emirados antes do pedido, pois sua classificação de risco era boa. Isso demonstra claramente que nem sempre as agências acertam em suas avaliações e a necessidade de uma análise apurada dos riscos dos investimentos.
Ocorre que o petróleo é uma fonte de recursos não renováveis e um dia acaba. Assim, os Emirados buscaram apostar no turismo e muitos bancos investiram em suas empresas, contribuindo para o aumento de sua dívida. Assim, com a moratória, houve um aumento do risco de se investir em Dubai e isto resulta num aumento do risco das instituições bancárias investidoras, pois correm o risco de “não receberem o seu rico dinheirinho de volta”.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
E o Dólar cai, cai e cai...
E o dólar está despencando, mais uma vez... Ontem ele fechou na casa de R$ 1,701, o menor valor desde outubro do ano passado.
Mas o que tem levado o dólar a cair tanto e quais os seus impactos? É bem verdade que o governo tem buscado alternativas para frear está queda, taxando o investimento de capital estrangeiro com o IOF – Imposto de Operações Financeiras. Isto, porém, não tem se mostrado suficiente. O Brasil já saiu da crise e apresenta ótimos indicadores econômicos que, aliados a um otimismo global, gera um grande afluxo de capitais no Brasil.
Assim, o dólar cai e traz reflexos econômicos. Por um lado afeta a balança comercial: não é mais tão vantajoso exportar (produtos brasileiros ficam mais caros e, conseqüentemente, perdem competitividade). Por outro, as importações ficam mais baratas, e pressionam a inflação para baixo.
O governo deverá tomar novas medidas nos próximos dias para conter a valorização desenfreada do Real. Vamos aguardar!!!!
Mas o que tem levado o dólar a cair tanto e quais os seus impactos? É bem verdade que o governo tem buscado alternativas para frear está queda, taxando o investimento de capital estrangeiro com o IOF – Imposto de Operações Financeiras. Isto, porém, não tem se mostrado suficiente. O Brasil já saiu da crise e apresenta ótimos indicadores econômicos que, aliados a um otimismo global, gera um grande afluxo de capitais no Brasil.
Assim, o dólar cai e traz reflexos econômicos. Por um lado afeta a balança comercial: não é mais tão vantajoso exportar (produtos brasileiros ficam mais caros e, conseqüentemente, perdem competitividade). Por outro, as importações ficam mais baratas, e pressionam a inflação para baixo.
O governo deverá tomar novas medidas nos próximos dias para conter a valorização desenfreada do Real. Vamos aguardar!!!!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
12ª Ação Comunitária Azul
Sábado passado, dia 17 de outubro de 2009, aconteceu mais uma edição da Ação Comunitária Azul, que demonstrou mais uma vez ser um verdadeiro sucesso...12 anos de sucesso!

O evento surgiu como uma forma de comemorar o aniversário da Rádio Azul Celeste (AM 1440 Khz), valorizando sua função social ao prestar serviços úteis à comunidade. A Ação é feita em parceria com o SESI e conta todos os anos com a participação de mais de 1.000 voluntários.


Este ano contou com a presença de mais de 18.000 pessoas, segundo estimativas divulgadas pelo SESI. O evento contou, ainda, com a presença de autoridades como o Prefeito de Americana, Diego de Nadai e o Deputado Federal Vanderlei Macris, além de diversos vereadores que compareceram para prestigiar a Ação.



Mais de 90 entidades parceiras apoiaram a Ação, que trouxe algumas novidades, como a presença do Poupatempo, garantindo maior agilidade e qualidade no atendimento à população.

Um dos pontos altos do dia foram os casamentos, nos quais tive a oportunidade de ser padrinho. Foram realizados 83 casamentos com uma cerimônia emocionante... um dia que ficará para sempre marcado na vida dos noivos e familiares.






O dia 17 de outubro foi um dia no qual muitos demonstraram, através do trabalho voluntário, carinho e respeito com a sociedade e com os cidadãos. Ser um voluntário e realizar esse trabalho é muito gratificante, principalmente no momento em que você percebe que está ajudando o próximo.

A Ação Comunitária Azul não seria possível sem a colaboração de todo o pessoal da Rádio Azul Celeste e do SESI. Quem acompanhou os bastidores sabe o quanto todos trabalharam e se esforçaram para garantir o sucesso de mais esta edição do evento. Cabe, merecidamente, os PARABÉNS, com letra maiúscula a todos os voluntários da Rádio e do SESI, sem os quais este dia de prestação de serviço à comunidade não seria possível.
Gostaria de agradecer também aos demais voluntários que nos ajudaram neste dia tão especial. OBRIGADO!


Abaixo, encontra-se um vídeo com uma entrevista que concedi ao apresentador Keller Stocco na TV TodoDia, parceira da Rádio e que foi uma das entidades que apoiaram o evento. Confira!!!
O evento surgiu como uma forma de comemorar o aniversário da Rádio Azul Celeste (AM 1440 Khz), valorizando sua função social ao prestar serviços úteis à comunidade. A Ação é feita em parceria com o SESI e conta todos os anos com a participação de mais de 1.000 voluntários.
Este ano contou com a presença de mais de 18.000 pessoas, segundo estimativas divulgadas pelo SESI. O evento contou, ainda, com a presença de autoridades como o Prefeito de Americana, Diego de Nadai e o Deputado Federal Vanderlei Macris, além de diversos vereadores que compareceram para prestigiar a Ação.
Mais de 90 entidades parceiras apoiaram a Ação, que trouxe algumas novidades, como a presença do Poupatempo, garantindo maior agilidade e qualidade no atendimento à população.
Um dos pontos altos do dia foram os casamentos, nos quais tive a oportunidade de ser padrinho. Foram realizados 83 casamentos com uma cerimônia emocionante... um dia que ficará para sempre marcado na vida dos noivos e familiares.
O dia 17 de outubro foi um dia no qual muitos demonstraram, através do trabalho voluntário, carinho e respeito com a sociedade e com os cidadãos. Ser um voluntário e realizar esse trabalho é muito gratificante, principalmente no momento em que você percebe que está ajudando o próximo.
A Ação Comunitária Azul não seria possível sem a colaboração de todo o pessoal da Rádio Azul Celeste e do SESI. Quem acompanhou os bastidores sabe o quanto todos trabalharam e se esforçaram para garantir o sucesso de mais esta edição do evento. Cabe, merecidamente, os PARABÉNS, com letra maiúscula a todos os voluntários da Rádio e do SESI, sem os quais este dia de prestação de serviço à comunidade não seria possível.
Gostaria de agradecer também aos demais voluntários que nos ajudaram neste dia tão especial. OBRIGADO!
Abaixo, encontra-se um vídeo com uma entrevista que concedi ao apresentador Keller Stocco na TV TodoDia, parceira da Rádio e que foi uma das entidades que apoiaram o evento. Confira!!!
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dólar em baixa!
O dólar rompeu, hoje, a barreira dos R$ 1,70, atingindo o menor valor desde setembro de 2008. Tal fato ocorreu por diversos motivos: (i) o Brasil recebeu, em setembro deste ano, a avaliação de grau de investimento pela última das três agências, a Moody’s, o que trouxe uma grande quantidade de investimento externo ao país; (ii) as commodities, que são, basicamente, os produtos não beneficiados e que não são diferenciaveis entre si (exemplo o petróleo) têm apresentado alta; e, finalmente, (iii) uma melhora da situação da economia mundial.
A valorização do Real perante o Dólar tem um grande impacto na economia. Primeiro porque afeta diretamente os exportadores (seus produtos ficam menos competitivos internacionalmente, pois estes recebem em dólar) e segundo porque tem um impacto no mercado interno, pois os importados ficam mais baratos e mais competitivos, representando mais um concorrente para as empresas brasileiras.
A valorização do Real perante o Dólar tem um grande impacto na economia. Primeiro porque afeta diretamente os exportadores (seus produtos ficam menos competitivos internacionalmente, pois estes recebem em dólar) e segundo porque tem um impacto no mercado interno, pois os importados ficam mais baratos e mais competitivos, representando mais um concorrente para as empresas brasileiras.
Uma visita de peso
O presidente dos EUA, Barack Obama, deve visitar o Brasil no fim deste ano ou início de 2010, disse nesta quinta-feira, 15, o embaixador brasileiro em Washington (e futuro secretário-geral do Itamaraty) Antonio Patriota.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Mercado financeiro, Wall Street e G20
Barack Obama, presidente dos EUA, disse nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2009, que já há sinais de comportamentos arriscados em Wall Street, centro financeiro de Nova Yorke dos EUA. Afirmou, ainda, que o governo não ajudará mais o mercado financeiro e cobrou: (i) do Congresso a elaboração de um projeto de lei que regule as atividades financeiras; e (ii) dos bancos uma maior colaboração para a manutenção de todo o sistema.
O presidente lembrou, ainda, os impactos da quebra do Banco Lehman Brothers e reiterou que é necessário aprender com os erros do passado para evoluir. Afirmou, finalmente, que a economia tem apresentado sinais positivos, mas que a recuperação levará tempo.
No dia 24 de setembro acontecerá a nova reunião do G20, extremamente importante, pois um dos assuntos em pauta será o mercado financeiro. E a reunião será polêmica. O presindente da França, Nicolas Sarkozy, ameaçou deixar o encontro, se não houver uma decisão concreta a respeito dos bônus dos banqueiros.
O presidente lembrou, ainda, os impactos da quebra do Banco Lehman Brothers e reiterou que é necessário aprender com os erros do passado para evoluir. Afirmou, finalmente, que a economia tem apresentado sinais positivos, mas que a recuperação levará tempo.
No dia 24 de setembro acontecerá a nova reunião do G20, extremamente importante, pois um dos assuntos em pauta será o mercado financeiro. E a reunião será polêmica. O presindente da França, Nicolas Sarkozy, ameaçou deixar o encontro, se não houver uma decisão concreta a respeito dos bônus dos banqueiros.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A economia e os gastos públicos
Pode-se afirmar que a economia mundial tem apresentado sinais de recuperação nestas últimas semanas. Não é diferente com o Brasil. Ao que tudo indica, nosso país saíra fortalecido desta crise mundial.
Esta semana saiu um ranking de competitividade, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O Brasil apresentou excelentes resultados, saltando da 64º colocação para a 56º. Há dois anos, eramos o 72º colocado na lista de 133 países avaliados. Porém nem tudo é um mar de rosas. Segundo o BIRD (Banco Mundial) a burocracia representa uma grande dificuldade para os empresários, tornando o Brasil uma das nações na qual fazer negócios é uma atividade difícil.
Há, no entanto, mais fatores positivos, como uma recuperação do nível de emprego da indústria, que apresentou crescimento no mês de julho. Isso pode significar uma retomada de um dos setores mais afetados pela crise. E o melhor é que este aumento no nível de emprego foi seguido de um aumento no nível de renda (salários).
O grande vilão da história, contudo, são os gastos públicos. Eles não param de crescer, mesmo em um tempo de vacas magras, no qual houve uma diminuição da arrecadação. Vale notar que este aumento de despesas públicas não são investimentos públicos, mas preponderantemente aumento no gasto com funcionalismo e previdência. Essa é uma das grandes críticas à atuação do governo na economia hoje em dia. Ao invés de aumentar o gasto público vamos aumentar o investimento público, com obras de infra-estrutura, melhorando a capacidade energética brasileira, a malha rodoviária e ferroviária etc.
O que o nosso país precisa é de reformas estruturais e de mais seriedade por parte dos políticos, para tomar as decisões que colocarão o Brasil na "roda do crescimento" novamente.
Esta semana saiu um ranking de competitividade, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O Brasil apresentou excelentes resultados, saltando da 64º colocação para a 56º. Há dois anos, eramos o 72º colocado na lista de 133 países avaliados. Porém nem tudo é um mar de rosas. Segundo o BIRD (Banco Mundial) a burocracia representa uma grande dificuldade para os empresários, tornando o Brasil uma das nações na qual fazer negócios é uma atividade difícil.
Há, no entanto, mais fatores positivos, como uma recuperação do nível de emprego da indústria, que apresentou crescimento no mês de julho. Isso pode significar uma retomada de um dos setores mais afetados pela crise. E o melhor é que este aumento no nível de emprego foi seguido de um aumento no nível de renda (salários).
O grande vilão da história, contudo, são os gastos públicos. Eles não param de crescer, mesmo em um tempo de vacas magras, no qual houve uma diminuição da arrecadação. Vale notar que este aumento de despesas públicas não são investimentos públicos, mas preponderantemente aumento no gasto com funcionalismo e previdência. Essa é uma das grandes críticas à atuação do governo na economia hoje em dia. Ao invés de aumentar o gasto público vamos aumentar o investimento público, com obras de infra-estrutura, melhorando a capacidade energética brasileira, a malha rodoviária e ferroviária etc.
O que o nosso país precisa é de reformas estruturais e de mais seriedade por parte dos políticos, para tomar as decisões que colocarão o Brasil na "roda do crescimento" novamente.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
A Crise Financeira vai mudar os Bancos Centrais
Como tem sido noticiado ultimamente, a economia mundial tem apresentado sinais de recuperação, o que afeta diretamente o ânimo dos mercados. Porém, debaixo do pano ainda existe muita preocupação e confusão, pois ainda não se sabe se a recuperação será consistente ou frágil. Tais fatos têm culminado numa mudança nos papéis dos Bancos Centrais.
Como sabemos, o principal papel dos Bancos Centrais, especialmente o nosso, nas últimas décadas, tem sido o controle inflacionário, através da manipulação das taxas de juros (taxa SELIC no Brasil). Tal taxa é de extrema importância, pois serve de parâmetro para grande parte das decisões financeiras e econômicas.
O Brasil adota o sistema de “meta de inflação”, no qual estipula um mínimo e um máximo inflacionário para o ano e manipula as taxas de juros em reuniões periódicas, para adequar a inflação dentro desta faixa.
No entanto nem todos os Bancos Centrais atuam assim. Vejamos o FED (Federal Reserve), o Banco Central dos EUA, por exemplo. Ele nunca adotou uma meta inflacionária. Para seus executivos e analistas, as bolhas econômicas são de difícil reconhecimento e é mais fácil remediá-las assim que elas estouram, cortando as taxas de juros. Esta política vai contra a adotada pelos Bancos Centrais do Japão e dos países europeus, que adotam uma política “contra bolhas”.
O ponto, porém, é que nenhum dos Bancos Centrais focou especificamente nas suas responsabilidades em manter a estabilidade da economia. Agora, com o surgimento da crise internacional fica clara a necessidade de que os Bancos devem se preocupar com a saúde de todo o sistema financeiro e não apenas com a estabilidade dos preços.
Com isso surgem dificuldades. A mudança de preços é mensurável, através de índices econômicos. Como fazê-lo, porém, com a estabilidade econômica? Quais as ferramentas a serem utilizadas? Muitos afirmam que uma das soluções seria uma maior regulação financeira. No entanto há uma nébula acerca do que deveria realmente ser regulado.
Como sabemos, o principal papel dos Bancos Centrais, especialmente o nosso, nas últimas décadas, tem sido o controle inflacionário, através da manipulação das taxas de juros (taxa SELIC no Brasil). Tal taxa é de extrema importância, pois serve de parâmetro para grande parte das decisões financeiras e econômicas.
O Brasil adota o sistema de “meta de inflação”, no qual estipula um mínimo e um máximo inflacionário para o ano e manipula as taxas de juros em reuniões periódicas, para adequar a inflação dentro desta faixa.
No entanto nem todos os Bancos Centrais atuam assim. Vejamos o FED (Federal Reserve), o Banco Central dos EUA, por exemplo. Ele nunca adotou uma meta inflacionária. Para seus executivos e analistas, as bolhas econômicas são de difícil reconhecimento e é mais fácil remediá-las assim que elas estouram, cortando as taxas de juros. Esta política vai contra a adotada pelos Bancos Centrais do Japão e dos países europeus, que adotam uma política “contra bolhas”.
O ponto, porém, é que nenhum dos Bancos Centrais focou especificamente nas suas responsabilidades em manter a estabilidade da economia. Agora, com o surgimento da crise internacional fica clara a necessidade de que os Bancos devem se preocupar com a saúde de todo o sistema financeiro e não apenas com a estabilidade dos preços.
Com isso surgem dificuldades. A mudança de preços é mensurável, através de índices econômicos. Como fazê-lo, porém, com a estabilidade econômica? Quais as ferramentas a serem utilizadas? Muitos afirmam que uma das soluções seria uma maior regulação financeira. No entanto há uma nébula acerca do que deveria realmente ser regulado.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Crise do Senado, Sen. Suplicy e o "cartão vermelho"
Indignado com os acontecimentos recentes no Senado Federal, o Senador Suplicy (PT) subiu no plenário e proferiu um discurso pedindo a renúncia do Senador e Presidente da casa, José Sarney (PMDB).
Descontente com o arquivamento das acusações contra Sarney, Suplicy mostrou-lhe o “cartão vermelho”, em alusão ao cartão utilizado pelos juízes de futebol. Os ânimos se esquentaram e houve bate-boca entre o Senador Suplicy e o Senador Heráclito Fortes (DEM).
O Senado tem sido alvo de recentes escândalos e tem sofrido influência do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como objetivo manter a aliança entre o PT e o PMDB, com o intuito de que este apoie sua candidata à Presidencia da República, a Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Nova enquete!
Mais uma enquete para você deixar a sua opinião!
Alguns economistas afirmam que o Brasil está no caminho certo e já superou a crise. Outros falam que é necessário cautela antes de fazer qualquer afirmação. Qual é a sua opinião? Você acha que o Brasil já saiu da crise? Sim? Não? Não sabe? Responda ao lado!!
A enquete será encerrada no dia 30/09/09.
Alguns economistas afirmam que o Brasil está no caminho certo e já superou a crise. Outros falam que é necessário cautela antes de fazer qualquer afirmação. Qual é a sua opinião? Você acha que o Brasil já saiu da crise? Sim? Não? Não sabe? Responda ao lado!!
A enquete será encerrada no dia 30/09/09.
DIESEL, O ETERNO VILÃO. ATÉ QUANDO? - Eng. Roberto Falcão
Toda vez que uma reportagem é publicada sobre veículos Diesel, a foto é sempre a de um escapamento soltando um tucho de fumaça preta. As imagens da TV não são diferentes. Sempre mostram que o Diesel polui mais, que o Brasil tem déficit na produção do óleo e que importa o produto e exporta gasolina. Sempre dizem que o nosso Diesel tem alto teor de enxofre, que os veículos com este combustível têm elevado custo de manutenção. E por aí afora.
Isso é o que está na cabeça da grande maioria dos brasileiros, e vem do fato de termos uma frota de veículos comerciais velha, sem manutenção e renovação. Mas essas informações não são mais a realidade nos dias de hoje. Hoje nos motores Diesel com injeção eletrônica, a fumaça preta dos escapamentos não existe mais. Motores antigos, com injeção mecânica, permitem alteração na regulagem, fator gerador da fumaça preta. Para os veículos antigos a inspeção veicular obrigatória resolveria esse problema.
Além disso, os novos veículos Diesel possuem sistemas de controle que garantem o atendimento das regulamentações mundiais mais exigentes quanto às emissões, e que não são inferiores às exigências dos veículos a gasolina ou álcool.
Muitos palpitam sobre a falta de Diesel. Engana-se quem acha que o Brasil só exporta gasolina e importa parte do óleo Diesel que consome. O Brasil também é exportador de óleo Diesel. Nesse ano, já exportamos 426.765 m³ de óleo Diesel contra uma importação de 911.523 m³. Em relação a 2008, importamos até maio menos 63,1% e exportamos mais 95,0% de óleo Diesel. Por outro lado, as exportações de gasolina diminuíram em 24,1%. O saldo dessas operações é positivo, pois exportamos US$ 388.917.079 e importamos US$ 357.050.734, um saldo de US$ 31.866.345. Está tudo no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Para quem ainda não sabe, o Brasil será autossuficiente na produção de óleo Diesel a partir de 2011. E grande parte do GNV (gás natural veicular) utilizado nos veículos é importada, e que não existe nenhum controle dos níveis de emissões dos automóveis adaptados com kit gás.
Outra desinformação é sobre a quantidade de enxofre no Diesel. A Petrobras está obrigada a substituir todo o Diesel metropolitano, hoje com 500 ppm de enxofre por Diesel, por 50 ppm até 1º de janeiro de 2013. Para quem não sabe, hoje já temos Diesel com 50 ppm em seis capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e em Curitiba. A partir de 2013 a obrigatoriedade será do Diesel 10 ppm.
Também está equivocado quem pensa que a manutenção de um carro a Diesel é mais complexa e tem custo bem maior. Isso podia ser no tempo da injeção mecânica. Os motores Diesel são muito mais robustos e têm maior durabilidade. Isso sem contar que os atuais possuem injeção eletrônica e tratamento dos gases de escape, como se fossem motores a gasolina. Pena que poucos brasileiros saibam que os motores Diesel são mais eficientes, porque produzem mais energia com uma mesma quantidade de combustível.
Mas esses tabus têm explicação: a proibição da venda de carro de passeio com motor Diesel há mais de 30 anos no Brasil. Neste período, o País perdeu muitas oportunidades de desenvolvimento tecnológico e de negócios, pois sendo um tradicional exportador de motores Diesel pesados, para ônibus e caminhões, poderia também estar enviando para outros países motores leves.
A nossa indústria, que é extremamente competitiva na produção de fundidos, forjados e usinagem, possui igualmente a vantagem de fabricar aqui os precisos e avançados sistemas de injeção. Estima-se que uma única fábrica para 100 mil motores/ano representará um investimento da ordem de US$ 200 milhões e, com isso, uma geração superior 700 empregos diretos e 3,5 mil indiretos.
E com a possibilidade do uso de biocombustíveis, como o biodiesel, o Diesel de cana-de-açúcar (é isso mesmo, já temos tecnologia para isso), as vantagens dos motores Diesel serão ainda maiores, principalmente no aspecto ambiental. Portanto, temos de acabar com essa proibição dos automóveis Diesel, dando liberdade de escolha ao consumidor e criando oportunidades para o desenvolvimento tecnológico de nossa indústria.
*Roberto Falcão é membro da Comissão Técnica de Tecnologia Diesel da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade)
Isso é o que está na cabeça da grande maioria dos brasileiros, e vem do fato de termos uma frota de veículos comerciais velha, sem manutenção e renovação. Mas essas informações não são mais a realidade nos dias de hoje. Hoje nos motores Diesel com injeção eletrônica, a fumaça preta dos escapamentos não existe mais. Motores antigos, com injeção mecânica, permitem alteração na regulagem, fator gerador da fumaça preta. Para os veículos antigos a inspeção veicular obrigatória resolveria esse problema.
Além disso, os novos veículos Diesel possuem sistemas de controle que garantem o atendimento das regulamentações mundiais mais exigentes quanto às emissões, e que não são inferiores às exigências dos veículos a gasolina ou álcool.
Muitos palpitam sobre a falta de Diesel. Engana-se quem acha que o Brasil só exporta gasolina e importa parte do óleo Diesel que consome. O Brasil também é exportador de óleo Diesel. Nesse ano, já exportamos 426.765 m³ de óleo Diesel contra uma importação de 911.523 m³. Em relação a 2008, importamos até maio menos 63,1% e exportamos mais 95,0% de óleo Diesel. Por outro lado, as exportações de gasolina diminuíram em 24,1%. O saldo dessas operações é positivo, pois exportamos US$ 388.917.079 e importamos US$ 357.050.734, um saldo de US$ 31.866.345. Está tudo no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Para quem ainda não sabe, o Brasil será autossuficiente na produção de óleo Diesel a partir de 2011. E grande parte do GNV (gás natural veicular) utilizado nos veículos é importada, e que não existe nenhum controle dos níveis de emissões dos automóveis adaptados com kit gás.
Outra desinformação é sobre a quantidade de enxofre no Diesel. A Petrobras está obrigada a substituir todo o Diesel metropolitano, hoje com 500 ppm de enxofre por Diesel, por 50 ppm até 1º de janeiro de 2013. Para quem não sabe, hoje já temos Diesel com 50 ppm em seis capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e em Curitiba. A partir de 2013 a obrigatoriedade será do Diesel 10 ppm.
Também está equivocado quem pensa que a manutenção de um carro a Diesel é mais complexa e tem custo bem maior. Isso podia ser no tempo da injeção mecânica. Os motores Diesel são muito mais robustos e têm maior durabilidade. Isso sem contar que os atuais possuem injeção eletrônica e tratamento dos gases de escape, como se fossem motores a gasolina. Pena que poucos brasileiros saibam que os motores Diesel são mais eficientes, porque produzem mais energia com uma mesma quantidade de combustível.
Mas esses tabus têm explicação: a proibição da venda de carro de passeio com motor Diesel há mais de 30 anos no Brasil. Neste período, o País perdeu muitas oportunidades de desenvolvimento tecnológico e de negócios, pois sendo um tradicional exportador de motores Diesel pesados, para ônibus e caminhões, poderia também estar enviando para outros países motores leves.
A nossa indústria, que é extremamente competitiva na produção de fundidos, forjados e usinagem, possui igualmente a vantagem de fabricar aqui os precisos e avançados sistemas de injeção. Estima-se que uma única fábrica para 100 mil motores/ano representará um investimento da ordem de US$ 200 milhões e, com isso, uma geração superior 700 empregos diretos e 3,5 mil indiretos.
E com a possibilidade do uso de biocombustíveis, como o biodiesel, o Diesel de cana-de-açúcar (é isso mesmo, já temos tecnologia para isso), as vantagens dos motores Diesel serão ainda maiores, principalmente no aspecto ambiental. Portanto, temos de acabar com essa proibição dos automóveis Diesel, dando liberdade de escolha ao consumidor e criando oportunidades para o desenvolvimento tecnológico de nossa indústria.
*Roberto Falcão é membro da Comissão Técnica de Tecnologia Diesel da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Mudanças no Imposto de Importação
O governo anunciou uma redução na alíquota do Imposto de Importação, nesta terça-feira, dia 18/08/09. Através da medida, aproximadamente 260 produtos serão incluidos no ex-tarifário até o fim de 2010, tendo uma redução de até 18% na alíquota do tributo.
A grande maioria dos bens incluídos na lista são bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos, que não possuem produção nacional. Segundo a Câmara de Comércio Exterior, a medida permitirá “o crescimento da inovação tecnológica por parte de empresas de diferentes segmentos da economia e garante um nível de proteção à indústria nacional”.
A grande maioria dos bens incluídos na lista são bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos, que não possuem produção nacional. Segundo a Câmara de Comércio Exterior, a medida permitirá “o crescimento da inovação tecnológica por parte de empresas de diferentes segmentos da economia e garante um nível de proteção à indústria nacional”.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
EMTU fará obras complementares no terminal de Americana
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP fará diversas intervenções complementares nas imediações do novo Terminal Metropolitano de Americana para proporcionar mais mobilidade, conforto e segurança à população do município.
As obras adicionais incluem a construção de dois calçadões de acesso ao terminal: um terá 120 metros de extensão, a partir do mercado municipal, e outro com 200 metros de extensão, ligará a área ao terminal urbano. As passagens terão piso intertravado e podotátil para garantir mais segurança aos usuários, principalmente àqueles com mobilidade reduzida e com deficiência visual. Se necessárias, serão instaladas sinalizações vertical, horizontal e semafórica para proporcionar mais segurança dos usuários.
Na Praça Comendador Muller será construída uma baia com abrigos. Ela será exclusiva para os ônibus metropolitanos e vai facilitar a integração com as linhas de ônibus municipais.
Além disso, a EMTU/SP instalará o novo modelo de abrigos projetado pela empresa em 30 paradas das vias por onde circulam as linhas metropolitanas. Serão 60 módulos de abrigos. Assim, em cada parada haverá coberturas duplas com bancos e anteparos de vidro.
Essas melhorias, que serão concluídas até novembro deste ano, são resultado do encontro realizado na terça-feira, 4, entre representantes da EMTU/SP e da Secretaria Municipal de Transporte. A liberação do terminal para as linhas metropolitanas está prevista para a segunda quinzena de agosto.
As obras adicionais incluem a construção de dois calçadões de acesso ao terminal: um terá 120 metros de extensão, a partir do mercado municipal, e outro com 200 metros de extensão, ligará a área ao terminal urbano. As passagens terão piso intertravado e podotátil para garantir mais segurança aos usuários, principalmente àqueles com mobilidade reduzida e com deficiência visual. Se necessárias, serão instaladas sinalizações vertical, horizontal e semafórica para proporcionar mais segurança dos usuários.
Na Praça Comendador Muller será construída uma baia com abrigos. Ela será exclusiva para os ônibus metropolitanos e vai facilitar a integração com as linhas de ônibus municipais.
Além disso, a EMTU/SP instalará o novo modelo de abrigos projetado pela empresa em 30 paradas das vias por onde circulam as linhas metropolitanas. Serão 60 módulos de abrigos. Assim, em cada parada haverá coberturas duplas com bancos e anteparos de vidro.
Essas melhorias, que serão concluídas até novembro deste ano, são resultado do encontro realizado na terça-feira, 4, entre representantes da EMTU/SP e da Secretaria Municipal de Transporte. A liberação do terminal para as linhas metropolitanas está prevista para a segunda quinzena de agosto.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O envelhecimento populacional e as suas consequências
Com o avanço da medicina no ultimo século, aliado a um aumento no qualidade de vida, as pessoas passaram a viver mais. Isso representa uma mudança na estrutura populacional de um país e tem grandes repercussões econômicas, políticas e sociais, no longo prazo.
Sabe-se que o envelhecimento da população é mais intenso nos países mais ricos, enquanto que nos mais pobres o processo de envelhecimento da população já começa a ser notado.
O problema que surge é como que os governos devem agir frente a este novo quadro social? Esta é uma questão a ser pensada, pois uma população mais velha significa mais aposentados, aumento dos gastos públicos e até mesmo uma diminuição da força de trabalho. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), hoje, aproximadamente 11% dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta têm mais de 60 anos. Há, porém, uma estimativa que, em 2050, este número suba para 22%, de um total estimado de 9 bilhões de pessoas.
Aliado ao envelhecimento da população, as famílias têm tido menos filhos, especialmente nos países mais desenvolvidos, como a França, por exemplo. Em 1970, as mulheres tinham, em media, 4,3 filhos, enquanto que, atualmente, têm 2,6 filhos. Com isto espera-se que, na metade deste século, a população mundial comece a encolher.
Teorias macroeconômicas sugerem que um envelhecimento da população pode desacelerar o crescimento de uma nação. Mas como? Esta é uma questão relativamente fácil de se responder. Enquanto mais pessoas se aposentam, e menos jovens tomam seus lugares, a força de trabalho tende a diminuir, ocasionando um menor crescimento econômico, a menos que haja um rápido ganho de produtividade. Como os trabalhadores estarão mais velhos, há a possibilidade de se perder produtividade.
Há, ainda, outros problemas a serem considerados, como o previdenciário. Com o envelhecimento, haverá mais beneficiários que receberão aposentadorias, ocasionando um rombo no sistema. Daí toda a discussão existente acerca de uma reforma no sistema previdenciário. O mesmo acontece com a saúde pública. Os gastos futuros devem aumentar, uma vez que uma população mais velha necessita mais de cuidados médicos.
Enfim, estas são questões importantes que devem ser debatidas e pensadas para o futuro, e que já são percebidas em algumas nações.
Sabe-se que o envelhecimento da população é mais intenso nos países mais ricos, enquanto que nos mais pobres o processo de envelhecimento da população já começa a ser notado.
O problema que surge é como que os governos devem agir frente a este novo quadro social? Esta é uma questão a ser pensada, pois uma população mais velha significa mais aposentados, aumento dos gastos públicos e até mesmo uma diminuição da força de trabalho. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), hoje, aproximadamente 11% dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta têm mais de 60 anos. Há, porém, uma estimativa que, em 2050, este número suba para 22%, de um total estimado de 9 bilhões de pessoas.
Aliado ao envelhecimento da população, as famílias têm tido menos filhos, especialmente nos países mais desenvolvidos, como a França, por exemplo. Em 1970, as mulheres tinham, em media, 4,3 filhos, enquanto que, atualmente, têm 2,6 filhos. Com isto espera-se que, na metade deste século, a população mundial comece a encolher.
Teorias macroeconômicas sugerem que um envelhecimento da população pode desacelerar o crescimento de uma nação. Mas como? Esta é uma questão relativamente fácil de se responder. Enquanto mais pessoas se aposentam, e menos jovens tomam seus lugares, a força de trabalho tende a diminuir, ocasionando um menor crescimento econômico, a menos que haja um rápido ganho de produtividade. Como os trabalhadores estarão mais velhos, há a possibilidade de se perder produtividade.
Há, ainda, outros problemas a serem considerados, como o previdenciário. Com o envelhecimento, haverá mais beneficiários que receberão aposentadorias, ocasionando um rombo no sistema. Daí toda a discussão existente acerca de uma reforma no sistema previdenciário. O mesmo acontece com a saúde pública. Os gastos futuros devem aumentar, uma vez que uma população mais velha necessita mais de cuidados médicos.
Enfim, estas são questões importantes que devem ser debatidas e pensadas para o futuro, e que já são percebidas em algumas nações.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Bons sinais...
O Brasil tem, mais uma vez, apresentado bons indicadores econômicos. Em documento divulgado pelo governo, o crédito cresceu aproximadamente 20% no último ano. Os principais atores que contribuíram para este aumento foram o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e as pessoas físicas. Com este aumento, o crédito passa a ter uma maior participação no PIB brasileiro, isto é, em tudo aquilo que foi produzido no ano dentro do país.
Isto, aliado ao fato de termos acumulado um superávit (um saldo positivo) na balança comercial (exportações menos importações), representa uma grande melhora no cenário econômico brasileiro, mostrando que o país está no rumo certo para vencer a crise.
Isto, aliado ao fato de termos acumulado um superávit (um saldo positivo) na balança comercial (exportações menos importações), representa uma grande melhora no cenário econômico brasileiro, mostrando que o país está no rumo certo para vencer a crise.
terça-feira, 14 de julho de 2009
MPF investiga Fundação Sarney

O senador José Sarney, presidente do Senado, está sobre a mira do Ministério Público Federal, mais uma vez. Agora é acusado de ter desviado dinheiro através da Fundação Sarney.
O responsável pelas investigações é o procurador da República Tiago Souza Carneiro. O foco das atenções é a relação da Petrobrás com a Fundação, uma vez que há indícios de desvio de dinheiro público. A investigação teve início com a denúncia de que a Fundação recebeu uma verba (R$ 500 mil) da Petrobrás para realizar um determinado projeto e não o fez, repassando a quantia a outras empresas, algumas delas fantasmas. Tiago já solicitou ao Ministério da Cultura informações sobre a Fundação e suas transações.
Sarney alega que não tem “responsabilidades administrativas” na Fundação, o que foi provado não ser verdade. Assim, o senador mentiu em plenário e deve-se, portanto, avaliar se houve ou não quebra de decoro.
O atual presidente do Senado tem atravessado um momento político delicado e, se comprovado o desvio, corre o risco de perder o cargo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Afinal, o que é o tal Risco Brasil?
Achei no Portal G1 uma explicação muito boa sobre o Risco Brasil. Confira abaixo:
O risco-país é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano.
Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o indicador para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros.
A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país.
Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
O risco-país é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano.
Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o indicador para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros.
A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país.
Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
Enquete
Essa semana encerrou a última enquete do blog “Quem é o melhor presidenciável em 2009?”.
O vencedor foi o governador de São Paulo, José Serra, com 50% dos votos (24). Em segundo ficou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, com 29% dos votos (14), seguido pelo atual Presidente da República, Lula, com 14% (7 votos). Por último ficou a candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, com 3 votos (6%).
O vencedor foi o governador de São Paulo, José Serra, com 50% dos votos (24). Em segundo ficou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, com 29% dos votos (14), seguido pelo atual Presidente da República, Lula, com 14% (7 votos). Por último ficou a candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, com 3 votos (6%).
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Governo mantém redução do IPI
O governo anunciou nesta segunda-feira, 29 de junho, a prorrogação da redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os setores automotivos, de construção civil e da linha branca de eletrodomésticos.
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que a continuidade do IPI reduzido nos setores de automóveis e motos tem como contrapartida um acordo com as empresas para que não demitam funcionários enquanto durarem as medidas.
Tal medida tem como objetivo incentivar a economia, amenizando os efeitos da crise no Brasil. Tem, porém, alguns efeitos negativos, como, por exemplo, uma redução no superávit primário, que é o dinheiro utilizado pelo governo para pagar os juros da dívida pública. Assim, fica mais difícil para o governo controlar a dívida, podendo originar temores nos investidores, acarretando em uma fuga de dólares do país, afetando, consequentemente, o câmbio.
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que a continuidade do IPI reduzido nos setores de automóveis e motos tem como contrapartida um acordo com as empresas para que não demitam funcionários enquanto durarem as medidas.
Tal medida tem como objetivo incentivar a economia, amenizando os efeitos da crise no Brasil. Tem, porém, alguns efeitos negativos, como, por exemplo, uma redução no superávit primário, que é o dinheiro utilizado pelo governo para pagar os juros da dívida pública. Assim, fica mais difícil para o governo controlar a dívida, podendo originar temores nos investidores, acarretando em uma fuga de dólares do país, afetando, consequentemente, o câmbio.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os famosos "Atos Secretos" do Senado
Surgiu, recentemente, mais um escândalo entre os políticos brasileiros. Desta vez foi no Senado, com os “Atos Secretos”. Os atos secretos do Senado eram atos administrativos utilizados para a nomeação de parentes, amigos, a criação de cargos e até aumentar o salário dos Senadores.
Um dos grandes beneficiados por estes atos foi o Presidente do Senado, José Sarney. Em sua defesa, o senador afirmou que “A crise não é minha. É do Senado”. Segundo o senador Pedro Simon, do mesmo partido de Sarney, os atos secretos começaram a 15 anos, no primeiro mandato de Sarney como Presidente do Senado e com a nomeação do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, envolvido em outros escândalos de corrupção.
Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, o Senador Pedro Simon subiu à Tribuna e pediu que Sarney deixasse a presidência: “Eu digo aqui com profundo sentimento de mágoa, não gostaria de dizer o que vou dizer: Sarney tem que se afastar da presidência. Já falei isso, não da tribuna, mas falei. Ele deve se afastar. Para o bem dele, da família dele e do Senado. Não que a saída dele signifique auto-culpa, punição, pelo contrário. Representa ato de grandeza”.
Um dos grandes beneficiados por estes atos foi o Presidente do Senado, José Sarney. Em sua defesa, o senador afirmou que “A crise não é minha. É do Senado”. Segundo o senador Pedro Simon, do mesmo partido de Sarney, os atos secretos começaram a 15 anos, no primeiro mandato de Sarney como Presidente do Senado e com a nomeação do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, envolvido em outros escândalos de corrupção.
Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, o Senador Pedro Simon subiu à Tribuna e pediu que Sarney deixasse a presidência: “Eu digo aqui com profundo sentimento de mágoa, não gostaria de dizer o que vou dizer: Sarney tem que se afastar da presidência. Já falei isso, não da tribuna, mas falei. Ele deve se afastar. Para o bem dele, da família dele e do Senado. Não que a saída dele signifique auto-culpa, punição, pelo contrário. Representa ato de grandeza”.
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