quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Crise em Dubai!

Uma notícia surpreendeu o mundo hoje e teve forte impacto no mercado financeiro. Foi o pedido de moratória de Dubai (Emirados Árabes Unidos), proveniente da dificuldade de a empresa de investimento estatal Dubai World honrar suas dívidas.

A dívida do país, em 2008, era da ordem de US$ 80 bi (oitenta bilhões de dólares), sendo que aproximadamente US$ 70 bi era dívida de empresas estatais. Estima-se que só a Dubai World devia mais de US$ 59 bi.

"A Dubai World tem a intenção de pedir aos que estão entre os seis credores e aos credores da Najeel (empresa do ramo imobiliário, controlada pela Dubai World) que esperem ao menos até 30 de maio de 2010 para o pagamento de dívidas vencidas", afirmou em um comunicado o Fundo de Apoio Financeiro de Dubai, que vigia os efeitos da crise na economia do emirado.

Em conseqüência do pedido de moratória, o pânico se alastrou no mercado financeiro, ocasionando na queda generalizada das Bolsas. No Brasil, o Ibovespa fechou com queda de 2,25% e o dólar teve valorização, cotado a R$ 1,75, apesar de uma melhora dos dados internos (redução do desemprego, por exemplo).

As agências de classificação de risco, as mesmas que consideraram o Brasil como “grau de investimento”, baixaram as notas de importantes companhias do governo de Dubai, evidência de que o risco de investimentos na região aumentou. O problema é que esta redução foi feita após o pedido de moratória, o que significa dizer que havia certa tranqüilidade em investir nos emirados antes do pedido, pois sua classificação de risco era boa. Isso demonstra claramente que nem sempre as agências acertam em suas avaliações e a necessidade de uma análise apurada dos riscos dos investimentos.

Ocorre que o petróleo é uma fonte de recursos não renováveis e um dia acaba. Assim, os Emirados buscaram apostar no turismo e muitos bancos investiram em suas empresas, contribuindo para o aumento de sua dívida. Assim, com a moratória, houve um aumento do risco de se investir em Dubai e isto resulta num aumento do risco das instituições bancárias investidoras, pois correm o risco de “não receberem o seu rico dinheirinho de volta”.

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