sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009

Fazendo uma retrospectiva e uma análise do cenário econômico brasileiro no ano de 2009, podemos dizer que o Brasil passou por transformações. Transformações? Sim, transformações...

Quando a crise começou nos EUA, acreditávamos que o Brasil não seria atingido (ao menos essa era a expectativa de grande parte dos economistas). Porém, quando a crise chegou, o Presidente Lula afirmou que se tratava de uma “marolinha”, declaração que gerou grande polêmica... isto porque não foi bem uma marolinha, mas um “pequeno tsunami”!

Como sabemos, a crise se agravou no final de 2008 e se estendeu até meados de 2009 (mais ou menos até março/ abril). Os principais impactos na nossa economia foram o congelamento do crédito (tanto para pessoas físicas quanto jurídicas), férias coletivas, queda no consumo, pânico e até recessão técnica (caracterizada por duas quedas consecutivas no PIB - Produto Interno Bruto – que é tudo aquilo que é produzido no país no período de um ano).

Hoje, olhando para trás, podemos fazer algumas inferências. É verdade que sofremos impactos e que alguns passaram algumas dificuldades, mas a crise teve um resultado positivo para o Brasil, acreditem se quiser! Na verdade, o ponto positivo foi que o Brasil foi um dos primeiros (senão o primeiro) países a sair da crise, o que demonstra que a política econômica adotada pelo governo é sólida e está no rumo certo. Isto é verificado pela imagem do Brasil que foi construída no exterior e pela confiança dos investidores estrangeiros que têm feito diversas aplicações aqui no Brasil. Há um outro indicador que são as reservas internacionais, que representam um “colchão” no caso de uma emergência. Vale lembrar que devido às volumosas reservas acumuladas, o Brasil deixou de ser devedor no cenário internacional e passou a ser credor.

Obviamente, apesar do cenário favorável, nem tudo é um mar de rosas. Há ainda alguns desafios a serem superados e um deles é o Dólar depreciado ou o Real valorizado, ao menos no curto prazo. O Dólar “baixo”, por assim dizer, encarece os produtos exportados pelo Brasil, tornando-os menos competitivos internacionalmente. Também resulta num aumento das importações, que afeta o mercado interno, pois os produtos estrangeiros entram mais baratos e com maior competitividade. No médio a longo prazo o Dólar “baixo” é aceitável, mas no curto deve ser remediado, para não haver maiores impactos na economia.

Ano que vem, 2010, é um ano importante para a consolidação da economia brasileira e também é um ano eleitoral, o que muitas vezes tem reflexos na economia (vide o exemplo da eleição do Lula em 2002 e o impacto no câmbio – o Dólar praticamente explodiu).

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