quinta-feira, 21 de maio de 2009

Petrobrás e o conflito de interesses!

A questão da Petrobrás, que deixou de pagar R$ 4 bi em impostos tornou-se um conflito de interesses políticos entre a base governista e a oposição. Há uma imensa discussão a respeito de quantas cadeiras cada partido deve ou não ocupar no CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

O problema é que o número de cadeiras ocupadas pelo partido deve ser proporcional ao número de parlamentares. A grande questão surge com a afirmação da oposição, diga-se DEM e PSDB, de que, quando os senadores foram diplomados, havia mais parlamentares da oposição do que hoje. O conflito existe, pois a base aliada do governo afirma que deve-se levar em consideração o número atual de parlamentares.

Ademais, o PSDB clama pela presidência da CPI, ameaçando obstruir as votações no plenário, como forma de protesto. Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, faz uma crítica ao envolvimento de movimentos sociais e sindicais, afirmando que "o PT convocou a velha e cansada CUT para tentar fazer uma manobra fascista, querendo mostrar que o meu partido é contra a Petrobrás. Querem jogar o PSDB contra a opinião pública, mas nós somos os verdadeiros defensores da Petrobrás". O ponto é que parte destes movimentos é contra a CPI.

O embate deve continuar até semana que vem, data em que o presidente Lula retornará de sua viagem aos Emirados Árabes, China e Turquia. O presidente deve se reunir com os líderes da base governista para indicar os senadores que integrarão a Comissão Parlamentar de Inquérito. Segundo Romero Jucá (PMDB – RR), líder do governo no Senado, “o presidente está viajando, mas tem a preocupação de que a Petrobrás não seja atingida. É preciso investigar, mas sem expor a empresa. Os líderes têm autonomia para indicar os membros da CPI, mas eu entendo que os líderes só devem ter esses nomes na próxima semana".

É importante mencionar que outro argumento para a criação desta CPI é a Operação Águas Profundas, da Polícia Federal e que voltou hoje a aparecer nos jornais. Para entender melhor esta operação basta clicar na imagem abaixo:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Crise, taxa de juros, crescimento econômico...

Estava navegando pelo site do Estadão e achei uma entrevista muito interessante do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Nela, é debatida a crise, a taxa de juros entre muitos outros temas interessantes. Por isso, decidi postar esta entrevista na integra. Ela é um pouco longa, mas vale a pena.

A economia mundial já bateu no fundo do poço? Podemos vislumbrar uma recuperação?

Há indicadores de várias partes do mundo de que a situação parou de piorar, mas ainda não está claro se teremos uma recuperação sustentável e rápida. Utilizando aquela famosa frase do Churchill, estamos vivendo o fim do começo, mas não o começo do fim da crise. Ainda falta normalizar o funcionamento do mercado de crédito, no Brasil e no resto do mundo.

O Brasil entrou em recessão?

O conceito de recessão é controverso. Existem maneiras mais simples de verificar a recessão, como as duas quedas consecutivas do PIB, e outras mais complexas, baseadas em um conjunto de indicadores econômicos. No caso brasileiro, há indicações pelo lado da indústria de que tivemos uma nova redução do PIB no primeiro trimestre, o que pelo conceito mais simples implica dizer que entramos em recessão técnica. Mas esse é um debate que tem mais interesse acadêmico que prático, porque o objetivo da política econômica é estabilizar a situação e garantir a retomada, com crescimento do PIB em 2009.

Mas é viável uma taxa positiva em 2009?

Diante da queda na produção industrial, provavelmente revisaremos nossa projeção de crescimento para baixo, mas ainda com taxa positiva. Continuamos prevendo crescimento positivo por causa do estímulo dado pela política econômica nos últimos meses.

A recuperação é uma realidade ou um desejo?

É uma realidade. Os números, tanto da produção industrial quanto das vendas, mostram uma contração no final de 2008 e uma recuperação já no primeiro trimestre de 2009. Não é numa velocidade desejada, mas ainda assim é uma recuperação.

A maior participação do Estado na economia é um reflexo da crise ou veio para ficar?

A visão do Estado minimalista, de que o mercado por si só funciona bem, perdeu força. Há um movimento pendular em direção a uma maior participação do Estado, mas isso se traduz de diferentes formas. Em países que já possuem um estado de bem-estar social consolidado, como na Europa, temos um movimento temporário de aumento de participação do Estado para enfrentar a crise. Em outras economias avançadas, como nos EUA, há também mudanças estruturais, como a criação de um sistema de saúde pública universal. Já as economias emergentes, pelo próprio estágio de desenvolvimento, necessitarão de uma participação maior do Estado como indutor ou coordenador de investimentos.

Comparando com o resto do mundo, como foi a resposta da política monetária à crise no Brasil?

A mudança foi rápida e exigiu um realinhamento da política monetária. Em setembro, cinco dias antes da queda do Lehman Brothers, o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto porcentual, pois naquele momento a preocupação ainda era a inflação e um suposto aquecimento da economia. A crise levou a uma nova estratégia, que começou com injeções de liquidez para aliviar a restrição de crédito externo, mas sem redução imediata da Selic por causa das preocupações com a taxa de câmbio. A Selic só foi cair em janeiro de 2009, quatro meses após a quebra do Lehman Brothers, quando ficou claro para todos que havia ocorrido uma grande queda no nível de atividade econômica no Brasil. Ainda que o timing da resposta possa ser criticado, o importante é que ela foi na direção correta e, pela primeira vez, desde a adoção do real, teremos uma taxa de juros de apenas um dígito.

A atual redução da taxa de juros é conjuntural ou permanente?

Estamos observando no Brasil o que os economistas chamam de mudança de regime, uma mudança permanente no patamar da taxa real de juros. Essas mudanças não ocorrem gradualmente, mas de maneira rápida. Em meados de 2005, o Brasil tinha uma taxa real de juros em torno de 12,5%. Em 2007, ela flutuou entre 7% e 8%, e agora estamos com uma taxa real de 5,5%. Acho que esse patamar tende a se manter depois da crise. E até já vemos um movimento forte de retorno de investimentos estrangeiros ao Brasil.

Quais fatores ainda dificultam a redução da taxa de juros?

Do lado externo, um eventual agravamento da crise tende a afetar as taxas de câmbio e de juros. Do lado interno, há a necessidade de adaptar a economia a uma situação de taxas de inflação e juros mais baixas. A transição para taxas mais baixas exige uma reformulação da nossa estrutura financeira, da qual a poupança é o caso mais evidente. Isso será feito gradualmente, sem gerar volatilidade no mercado.

A política fiscal é realmente anticíclica ou um reflexo passivo da crise, que provocou queda de arrecadação?

Pelas metodologias usuais de cálculo do impulso fiscal, a política brasileira se enquadra claramente como anticíclica. A queda na arrecadação está sendo acomodada por uma redução da meta de superávit primário. Se reduzíssemos o gasto público neste momento, isso só agravaria a queda no nível de atividade.O conjunto das ações fiscais do governo contribui para preservar a renda e o emprego.

Há críticas de que o tipo de gastos que aumentam são permanentes, como a despesa de pessoal e previdenciária.

Muito das críticas refletem uma resistência ao novo papel do Estado brasileiro como agente promotor da distribuição de renda, que atua como amortecedor contra a queda da demanda. Hoje, essas transferências respondem por 49% do gasto primário da União. Esse é o componente do gasto que mais cresceu nos últimos anos, mas de agora em diante deve se estabilizar em proporção do PIB. Já a expansão da despesa de pessoal é reflexo de uma estratégia de recomposição das carreiras de Estado.

O que pode mudar na economia com as próximas eleições presidenciais?

Existem mudanças estruturais nos últimos anos que vieram para ficar. O Estado ampliou seu papel como agente de distribuição de renda e indutor do crescimento. O desafio é consolidar essas mudanças e melhorar os serviços tipicamente públicos, como saúde, educação e segurança. Em vista da crise, por causa do colapso das bolsas e fundos de investimento, é preciso repensar qual a melhor forma de sistema previdenciário.

Como viabilizar uma reforma previdenciária?

O governo atual fez uma reforma no setor público, que precisa ser completada, com a criação do fundo de pensão dos funcionários públicos. O desafio é separar o que é previdência do que é assistência social e repensar os limites de idade e os critérios utilizados para concessão de benefícios. É preciso fazer a elevação gradual da idade mínima e garantir que o valor médio dos benefícios siga o aumento do salário médio da economia.

O maior peso estatal na economia não amplia os riscos de desequilíbrio fiscal?

É preciso separar os dois temas. O equilíbrio fiscal é compatível com diferentes funções e tamanhos do Estado. O que determina o tamanho do Estado, em um regime democrático, como o brasileiro, são as preferências dos eleitores - os serviços e as atividades que a sociedade considera que o Estado deve prover.

Como classificar a atual política macroeconômica do Brasil: heterodoxa, ortodoxa ou mista?

É uma política heterodoxa. Eu caracterizo a heterodoxia como uma política pragmática, em que você adapta suas respostas ao problema em questão. Enquanto a ortodoxia dá sempre a mesma resposta a qualquer problema, a heterodoxia dá respostas diferentes para diferentes problemas. Na prática, quase toda a política bem sucedida é heterodoxa.

Quem é: Nelson Barbosa

É Ph.D. em Economia pela New School for Social Research

É professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Foi secretário adjunto de Política Macroeconômica e Análise de Conjuntura, do Ministério da Fazenda, de 2006 a 2007

Foi assessor da Presidência do BNDES, de 2005

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tributos, tributos e polêmica...

Devido a uma mudança no sistema contábil, a Petrobrás deixou de pagar à Receita Federal uma quantia superior a R$ 4 bilhões em impostos. Tal fato gerou grande polêmica, fazendo com que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) interrogasse o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, que explicou os ajustes contábeis realizados e afirmou que “o que aconteceu com todas as empresas brasileiras, não foi só com a Petrobrás, é que durante 2008 nós tivemos uma transição no sistema contábil". Este novo sistema, por sua vez, permitiu a redução da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a chamada CSLL.

O interessante é que esta alteração no sistema contábil teve aval do governo e dos ministros com assento no Conselho de Administração da estatal. Foi, na verdade, uma das maneiras que a empresa encontrou de manter os altos investimentos, em um período de crise. Segundo o senador Aloízio Mercadante (PT), "trata-se de uma política do governo para manter os investimentos. É melhor do que socorrer a empresa com dinheiro do Tesouro".

A questão é que a oposição se manifestou, afirmando que a Petrobrás se utilizou de uma brecha na legislação tributária e pode instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para avaliar as possíveis irregularidades na mudança do sistema contábil da estatal.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Edmar Moreira e o descaso com a opinião pública!

Edmar Moreira, deputado proprietário do castelo avaliado em R$ 25 milhões, conseguiu um aliado no Conselho de Ética, Sérgio Moraes do PTB-RS. Moraes afirmou que não há motivos para que Edmar seja condenado. Ele usou o mesmo argumento que Michel Temer, presidente da Câmara, utilizou no caso das passagens áreas. Como não há nada na lei especificando como deverá ser o uso da verba indenizatória, o deputado poderá utilizá-la como bem entender.

Moraes afirmou “estou me lixando para a opinião pública, até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege”. Com isso ele quis dizer que os jornais pouco influenciam a opinião do povo brasileiro pela falta de credibilidade por estes transmitida. Acontece que os jornais, telejornais ou rádio, sem contar com a Internet, são as maneiras que temos para obter informações. Estas, ao contrário do que o deputado disse, influenciam sim no nosso processo de tomada de decisão, no caso, o voto.

O Papa Bento XVI visita a Terra Santa!


O papa Bento XVI realizará visita ao oriente médio com o intuito de acabar com os conflitos existentes na região. Ele pretende realizar a aproximação entre as três religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Bento é o terceiro papa a visitar a Terra Santa. A primeira viajem à região, por um pontífice, ocorreu em 1964. Ele irá realizar a visita como líder da Igreja Católica e também como chefe de Estado do Vaticano. Esta dualidade fará com que o papa não vá à região como peregrino em busca de mais seguidores religiosos, porém como Chefe de Estado que busca uma solução para a região.

Essa atitude do papa mostra um posicionamento diferente do Vaticano em relação a Israel. Antigamente, a solução que este país tinha era a internacionalização de Israel. Atualmente, é a aproximação das diferentes religiões. Quem sabe isso não venha ajudar na busca pela paz na região?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Benefício de Prestação Continuada....

Enquanto o Bolsa Família prioriza as atenções da sociedade, um outro programa de transferência de renda, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), cresce aceleradamente e seus gastos já representam 0,48% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, tudo aquilo que foi produzido em 2008.

O benefício consiste no pagamento de um salário mínimo a idosos e deficientes com renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo. Em 2008, o governo gastou com o programa R$ 13,8 bilhões (mais do que os R$ 10,6 bilhões do Bolsa Família) para atender 1,5 milhão de deficientes e 1,4 milhão de idosos.

Apesar de considerar que o programa é bem focalizado (a maioria dos beneficiados são pessoas realmente pobres, o que tem impacto significativo na redução da pobreza dessas famílias), o TCU (Tribunal de Contas da União) estima que ao menos 10% receberam irregularmente o benefício

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Recomendação de leitura...



Hoje eu terminei de ler um livro, O Recurso, de John Grisham.

Este livro é um romance que faz fortes críticas às instituições do sistema judiciário norte-americano, mostrando como estas são corruptíveis. O livro nos faz parar para pensar a respeito dos ideais de justiça e da imparcialidade do Poder Judiciário.

A história gira em torno de uma grande empresa que perde um processo milionário no Mississipi e é condenada a pagar valores exorbitantes de danos morais e multa punitiva. Em seguida, as ações da corporação caem e ela ingressa com um recurso na Suprema Corte do Mississipi. Prevendo um resultado desfavorável, Carl Trudeau, executivo da empresa, se utiliza de meios obscuros para modificar um dos juízes, através do processo eleitoral. Sim, eleitoral, pois lá nos EUA (Estados Unidos da América) os juízes do Mississipi são eleitos, havendo até campanha política. Bom, o resto eu não vou contar, para não acabar com a graça do livro.

Fica então a recomendação da leitura, que mostra que países sérios também apresentam problemas. John Grisham é escritor e colecionador de Best Sellers, entre eles A Firma, O Dossiê Pelicano, O Júri e O Cliente, além de muitos outros.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Problemas à frente...


A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff identificou um gânglio abaixo da axila esquerda, ao comparecer a um exame de rotina. A ministra atravessou uma cirurgia e está passando bem. A biopsia feita mostrou ser um linfoma, ou seja, um câncer do sistema linfático. No entanto, terá que fazer quimioterapia durante quatro meses e ter acompanhamento médico, para ver se o câncer não retornará.

Lula disse que a ministra passa bem e que não ela “não tem mais nada”. Declarou, também, que a rotina da Dilma não deverá ser afetada.

A saúde de Dilma pode se tornar um grande problema para o PT (Partido dos Trabalhadores), que não possui outro nome forte para a presidência da República. Segundo o líder do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, "tudo vai depender do estado de espírito dela, de como ela encara. Estou otimista. Mas, se tiver um problema com a Dilma, será um problema para o PT e para o PMDB”. Sendo assim, o PT corre o risco de ficar sem candidato expressivo, podendo até não lançar ninguém e apoiar outro partido. Mas por enquanto a ministra passa bem e continua como a favorita do partido para a presidência. Surge, porém, a importância de um nome forte para a vice-presidência!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Enquete ecerrada!!

Nossos leitores acompanharam e votaram na enquete, para definir o assunto mais procurado no blog. Economia venceu com 34% dos votos, seguido por Atualidades, com 29%. Confira o resultado:

Atualidades: 14 votos (29%)
Cultura: 07 votos (14%)
Economia: 16 votos (34%)
Política: 10 votos (21%)

Imposto de renda

Esta é a última semana para fazer as declarações do Imposto de Renda. Com isso, surgem várias dúvidas a respeito de alguns termos presentes na declaração. Para resolver este problema, o Portal G1 , preparou um glossário. Basta abri-lo e ver o que determinada palavra ou expressão significa. Para acessar, clique no link:

Glossário sobre o Imposto de Renda!

Mudanças na caderneta de poupança!


O governo está estudando mudanças na caderneta de poupança. Isto ocorre, pois uma possível diminuição da taxa básica de juros da economia (SELIC) tornaria outros investimentos menos atraentes, fazendo com que vários investidores migrem para a poupança.

O presidente Lula afirmou que “na medida em que você começa a cair a taxa de juros, você precisa ter um equilíbrio porque senão não é mais poupança, passa a ser investimento. Daqui a pouco as grandes multinacionais vão querer colocar dinheiro na poupança. Por isso, nós precisamos ter cuidado para não quebrar um sistema que funciona adequadamente”.

Mas qual seria o grande problema de as empresas investirem em poupança? É que elas irão retirar dinheiro do mercado financeiro, dos fundos de investimentos e de aplicações de renda fixa e isso tem um grande impacto econômico, uma vez que isto pode prejudicar o financiamento público.

Em resumo, "o governo tem que fazer medidas que mantenham a atratividade da poupança e dos fundos. Porque poupança é um dos grandes financiadores de recursos para a habitação. E se penalizar demais os fundos, passa a ter dificuldade de financiamento público”, como disse Miguel de Oliveira.

sábado, 25 de abril de 2009

Embargo econômico.

Cuba vem sofrendo embargo econômico desde 1962, imposto pelos EUA (Estados Unidos da América) durante a Guerra Fria, em decorrência da descoberta de mísseis na ilha, apontados para o país norte americano. Em virtude disso, o ex-presidente J. F. Kennedy decretou embargo comercial a Cuba. Em 1989 ocorreu o fim da Guerra Fria, porém o bloqueio foi mantido.

Hoje, a existência do embargo está sendo questionada não apenas por Cuba, mas pelos demais países da América Latina. A mentalidade é que não faz mais sentido manter a restrição, uma vez que a Guerra Fria terminou.

Acontece que, na década de 1990, o embargo ficou mais rígido, aumentando as restrições contra a ilha. No entanto, ao contrário de seus antecessores, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, está disposto a negociar o fim deste bloqueio. Ainda há muita resistência no país contra o término deste, porém os EUA estão se tornando mais flexíveis quanto ao seu relacionamento com Cuba.

Fidel Castro, ex-presidente cubano, disse que, embora os EUA tenham flexibilizado suas relações com a ilha, ainda há muitas outras restrições que têm que ser retiradas. Raúl Castro, atual presidente de Cuba, afirmou estar disposto a negociar com os EUA o fim do embargo econômico à ilha.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Economiadas!

O economiadas é um dos maiores eventos universitários do país. Neste ano ele aconteceu no município de Americana, do dia 17 ao dia 21 de abril e atraiu cerca de 10.000 estudantes.

O evento é organizado por 8 universidades (USP, FGV, IBMEC, PUC-SP, ESPM, MACKENZIE, UNICAMP e FECAP) e envolve jogos e festas. Ao todo são mais de 15 modalidades de esporte e 3 dias de festas e comemoração.

Mas a importância dele vai muito além do lazer. O economiadas é extremamente importante para a cidade, pois ele movimenta o comércio local, através de hospedagem em hotéis, aluguéis de chácaras, gastos em restaurantes, supermercados etc. Não há um número exato a respeito de quanto dinheiro tenha sido movimentado, mas há estimativas que falam de R$ 3 a 5 mi. Dá-lhe economiadas!!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Economês!

Hoje eu li na Internet um artigo que explica muito bem todos esses termos de economia, que estão diariamente nas páginas dos jornais e que os leigos no assunto geralmente não entendem. Resolvi, então, postar um link para este pequeno dicionário, para ajudar quem não conhece estes jargões e facilitar a leitura dos jornais e revistas. Basta clicar no link:

Dicionário de economia!!

Para Mantega o pior já passou!!


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, no Brasil, o pior da crise já passou. Isso pode ser evidenciado claramente em sua fala: "No Brasil, entramos por último na crise, e, talvez, sejamos um dos primeiros a sair. O que não impede que tenha havido uma forte desaceleração da economia. No último trimestre de 2008, tivemos queda forte do PIB [de 3,6% contra os três meses anteriores]. Vários setores perderam mercado e crédito. Porém, eu diria que a economia, em março e abril, já apresenta sinais de alguma recuperação. Posso dizer que acredito que o fundo do poço já passou no Brasil. Não quer dizer que a crise já passou, mas que a fase mais aguda foi deixada para trás".

Mantega afirmou ainda que nosso país, depois da China, é o mais procurado pelos investidores estrangeiros. Sendo assim, o mercado brasileiro deixa a quarta para a segunda colocação na preferência dos investidores. Isso possibilitará uma maior entrada de dinheiro (diga-se dólares) na economia brasileira.

O ministro ainda afirmou que este otimismo não é compartilhado pelos outros países, pois não há uma certeza se o fundo do poço foi realmente atingido, pairando uma dúvida no ar. Disse ainda, que “os bancos grandes mundiais continuam fragilizados devido às aplicações temerárias que fizeram. O mercado está um pouco mais calmo, e o crédito interbancário já está voltando. Um banco já consegue tomar dinheiro emprestado de outro banco, então começa a financiar a produção. A reunião do G20 avançou com propostas que estão devolvendo um pouco da confiança perdida no mundo, mas ainda há uma grande desconfiança nos destinos da economia mundial".

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Diesel!!


O governo estuda mais uma medida para combater os efeitos da crise no Brasil: a redução dos preços do Diesel. A economia brasileira anda sobre rodas e usa óleo diesel, ou seja, grande parte das mercadorias transportadas utilizam-se do transporte rodoviário, e tal medida teria, portanto, forte impacto, inclusive na redução dos fretes cobrados.

Ontem, dia 14/04, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff confirmou que o governo irá adotar medidas para baratear o valor deste combustível. Em resposta aos caminhoneiros, Dilma afirmou "Trinta por cento não dá, mas vamos ver o que é possível fazer". Quanto ao prazo da decisão, ela comentou: "Não garanto que seja agora, este mês, mas quem sabe no mês que vem". Em seguida, reiterou: "Mas vai ter de mexer nesse preço".

O que não se sabe ainda é como será feita essa redução, se será via diminuição dos impostos cobrados no setor ou se a Petrobrás irá assumir os custos.

Hoje, 60% do preço do óleo diesel corresponde ao lucro e ao custo de produção. A distribuição, a revenda e o biodiesel representam 19% do valor. O ICMS é de 13% e a parte da Cide, juntamente com o PIS/COFINS, de 8%.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Queda na arrecadação municipal será compensada por MP

O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo afirmou que o governo irá apresentar ao Congresso Nacional uma MP (Medida Provisória) com o objetivo de amenizar os problemas decorrentes de uma menor arrecadação pelos municípios.

A MP prevê a transferência de até R$ 1 bi para os municípios brasileiros. A grande idéia é compensar as perdas na arrecadação, em decorrência dos efeitos da crise (empresas faturam menos e, conseqüentemente, pagam menos impostos e a arrecadação cai). Sendo assim, o governo pretende que os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), instrumento pelo qual o governo federal transfere recursos para o municipal, sejam iguais aos do ano passado.

O ministro afirmou que “na verdade, a perda dos três primeiros meses, mais abril, que talvez dê alguma perda também, deve ser um pouco mais da metade desse R$ 1 bilhão. Nós estamos colocando esse valor como precaução. Nós achamos que não vamos gastar todo esse dinheiro”. Isso significa que, não necessariamente se gastará todo este dinheiro.

Os prefeitos estão reivindicando, no entanto, que este valor seja corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é um índice que mede a inflação no período.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O novo ENEM


O MEC (Ministério da Educação) divulgou na terça passada, dia 08/04/09, o novo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

Esta nova prova terá algumas características diferentes da anterior, uma vez que poderá ser usada pelo estudante para ingressar na faculdade. Sim, é verdade, o novo ENEM poderá substituir o tão famoso vestibular. A proposta do MEC consiste na instituição de uma prova unificada que se torne a porta de entrada para as universidades brasileiras, isto é, o que se pretende é que se substitua o vestibular por esta prova.

O novo exame abordará quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (incluindo redação); Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias, e Matemática e suas Tecnologias. O teste será nos moldes do antigo, valorizando o raciocínio lógico. Abordará, no entanto, assuntos acadêmicos, relacionados ao Ensino Médio.

Duas são as formas de ser utilizado:
1) As universidades que optarem por ele, podem usá-lo como “primeira-fase”, utilizando as notas do ENEM como forma de selecionar os melhores alunos para a segunda fase, ou ainda como “fase-única”;
2) As universidades podem aderir ao Sistema de Seleção Unificada, no qual o exame seria a única avaliação, e os candidatos irão escolher 5 (cinco) opções de cursos.

Várias são as instituições interessadas e a proposta prevê a aplicação do novo ENEM nos dias 3 e 4 outubro e a divulgação das quatro provas de múltipla escolha em 4 de dezembro. A divulgação do resultado final, com a correção das redações, foi proposta para 8 de janeiro de 2010.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Entenda os efeitos da taxa de câmbio na economia

No dia 18 de fevereiro expliquei, na Rádio Azul Celeste, a relação do câmbio com a taxa de juros e como este afeta o bolso da dona de casa. Confira!!!

PPPs podem economizar R$ 160 mi

O governo anunciou ontem, mais uma medida para poupar gastos. Desta vez, a ação envolve uma participação conjunta com o setor privado, e tem como meta economizar até R$ 160 mi por ano. Mas qual seria esse plano?

Seria a elaboração de PPPs (Parcerias Público Privadas) entre o governo e os laboratórios farmacêuticos, com a intenção de fabricar, no Brasil, até 24 remédios que não estejam protegidos por patentes. Atualmente, a importação desses fármacos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) gira em torno de R$ 800 mi por ano.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, essa medida teria dois grandes benefícios, além da economia prevista de R$ 160 mi:

1) Redução das importações destes medicamentos, que correspondem a 80% do consumo interno deste tipo de produto;
2) Reconstrução do parque industrial de fármacos, que foi dizimado com a abertura da economia brasileira no início dos anos 90.